05.08.2019

Trânsito intenso pode prejudicar as velas de ignição

O trânsito intenso, que tem se tornado comum no dia a dia das grandes cidades, pode ser prejudicial ao veículo, especialmente para componentes que sofrem desgaste independente da quilometragem rodada, como as velas de ignição. De acordo com a NGK, empresa referência em sistema de ignição, isso acontece porque, embora o carro esteja parado no congestionamento, o motor continua funcionando e em condições que não são adequadas, como baixa rotação e baixa temperatura na câmara de combustão.

“Muitas vezes, o motorista se baseia apenas na quilometragem para realizar as revisões, o que não é correto. No trânsito intenso, a quilometragem não é alterada, mas os componentes continuam trabalhando sob condições severas”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK.

As próprias montadoras recomendam que os veículos que encaram congestionamentos com frequência devem antecipar pela metade o plano de manutenção. “Se o manual do proprietário orienta a inspeção das velas a cada 20.000 quilômetros, as mesmas devem ser analisadas por um especialista após 10.000 quilômetros”, completa.

Velas deterioradas podem causar problemas como dificuldade ao dar a partida, consumo excessivo de combustível, falhas durante retomadas de velocidade e aumento dos níveis de emissões de poluentes. Por isso, é fundamental realizar a revisão dos componentes da ignição periodicamente.

“Devido à evolução tecnológica, os motores estão condicionados a trabalhar em situações adversas, o que impede que o motorista perceba a falha no início. Assim, quando o dono identificar o problema, ele já estará ocorrendo há algum tempo. Além do aumento no consumo de combustível, isso poderá ter prejudicado outros componentes importantes”, afirma Mori.

Verificação visual identifica problemas graves
Durante a revisão, o profissional qualificado está apto a identificar problemas verificando a aparência das velas, o que pode sinalizar falhas no motor como excesso de combustível, infiltração de óleo e de fluido de arrefecimento na câmara de combustão e uso de gasolina ou etanol de má qualidade.

É importante também realizar a checagem visual de todo o sistema de ignição, incluindo cabos e bobinas. Desse modo, será possível identificar trincas e rachaduras no corpo da bobina e oxidações nas torres de alta tensão e terminais, além de detectar cortes, oxidação e degradação dos terminais nos cabos de ignição.

A manutenção preventiva, ajuda a evitar falhas graves no motor, além de ter valor de reparo menor para o proprietário do veículo. O especialista da NGK alerta que, postergar a manutenção periódica, além do risco de danificar outros componentes, eleva o custo da manutenção e aumenta o consumo de combustível, o que representa um custo alto que, muitas vezes, não é contabilizado pelo proprietário do veículo. Ou seja, fazer as revisões periodicamente geram economia e ainda asseguram a disponibilidade do veículo quando você precisar.

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